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Armindo Araújo reencontra o Clio 16V que o levou aos ralis

Carro Renault Clio 16V branco com detalhes laranja, pneus de rally e capacete preto à esquerda.
Neste artigo
  1. O Renault Clio 16V que marcou o início
  2. Do Saxo S1600 ao WRC
  3. Planos de Armindo Araújo para o futuro
  4. Um impulso adicional da Galp

Falar de ralis em Portugal é, inevitavelmente, falar de Armindo Araújo. Natural de Santo Tirso, o piloto conquistou quase tudo o que havia para conquistar e reúne um palmarés que o coloca entre os melhores portugueses de sempre nesta disciplina.

São já 25 anos de percurso competitivo e mais de 22 títulos, incluindo duas coroas de campeão mundial de ralis de produção (PWRC) e oito campeonatos nacionais de ralis.

Antes de mais uma época começar, decidimos preparar uma surpresa para o piloto nortenho e reencontrá-lo com o automóvel que marcou o início da sua história nos ralis. Armindo Araújo pensava que se deslocava aos estúdios da Razão Automóvel para gravar um podcast, mas tínhamos preparado algo diferente. Veja o vídeo:

O Renault Clio 16V que marcou o início

A ideia era simples, embora brilhante: ocultámos o Renault Clio 16V com o qual Armindo Araújo se estreou nos ralis, em 2000, e deixámos tudo preparado para o momento da revelação. O mais curioso é que, até há pouco tempo, também nós desconhecíamos que este Clio integrava a história do campeão. A vida está cheia destas coincidências.

Enquanto se instalava no nosso estúdio, Armindo explicava a Diogo Teixeira como começou a sua carreira no desporto motorizado e, sobretudo, de que forma trocou as motos pelos automóveis. A conversa acabou por chegar ao seu primeiro carro de competição, o Clio 16V. Foi então que Diogo interrompeu o podcast para lhe dizer: “Temos uma surpresa para ti…”.

Sem imaginar o que estava prestes a acontecer, o bicampeão mundial de PWRC não conseguiu disfarçar o espanto ao perceber a surpresa. Mesmo à sua frente estava o carro com que, em abril de 2000, no Rali Montelongo/Cidade de Fafe, deu início à sua carreira nos ralis.

A estreia esteve perto de ser perfeita: Armindo Araújo concluiu a prova na segunda posição da categoria Promoção, apenas 6,9s atrás do vencedor. A partir desse momento, a paixão pelos ralis assumiu uma nova dimensão e o resto, como tantas vezes se diz, é história.

Do Saxo S1600 ao WRC

Dois anos mais tarde, competia já num Saxo S1600 da equipa oficial do importador nacional da Citroën. Em 2007, conquistou pela primeira vez o título de PWRC, 14 anos depois de Rui Madeira, outro piloto português, ter alcançado a mesma conquista.

O piloto de Santo Tirso procurou renovar o título no ano seguinte e cumpriu esse objetivo, antes de avançar para a etapa seguinte da carreira: o WRC.

Com o apoio dos seus patrocinadores - em especial da Galp, que o acompanha desde o início -, Araújo conseguiu reunir as condições necessárias para disputar a temporada de 2011. Fê-lo ao volante de um MINI Countryman WRC da equipa semi-oficial Motorsport Itália.

Depois de disputar oito provas nessa temporada, recebeu o convite para se tornar piloto oficial da MINI no WRC em 2012. Tornou-se, assim, no primeiro piloto a realizar uma temporada completa aos comandos de um WRC.

Planos de Armindo Araújo para o futuro

Nos últimos anos, Araújo tem conciliado a participação no Campeonato de Portugal de Ralis com o Campeonato de Todo o Terreno. Em 2023, conquistou mesmo o seu primeiro título individual no TT, ao sagrar-se campeão nacional da Categoria T3.

Quanto ao futuro, o piloto não revelou todos os projetos que tem em preparação. Ainda assim, durante esta visita à Razão Automóvel, reforçou o desejo de participar no Rali Dakar, embora essa prova não faça, para já, parte do seu calendário.

Para já, o foco está na temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Ralis, onde alinhará com o Skoda Fabia RS Rally2 da Team Armindo Araújo Racing Factory. E talvez haja também espaço para um regresso às estradas no Renault Clio 16V.

Um impulso adicional da Galp

Após este momento mais pessoal, que incluiu até a primeira viagem partilhada da Razão Automóvel, houve ainda oportunidade para falar de outro «extra» capaz de dar mais fôlego ao automóvel: o novo Galp Evologic Extra.

Com uma fórmula melhorada para 2025, promete até mais 65 km por depósito, maior eficiência na combustão e proteção do motor. Quer seja para o automóvel do dia a dia ou, quem sabe, para um Clio 16V já retirado da competição:

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é treinador certificado de padel e consultor de gestão desportiva, com mais de uma década de experiência na organização de academias, torneios e experiências premium em clubes. Apaixonado pela evolução técnica dos jogadores e pela vertente social do padel, partilha no PadelTennisLounge conteúdos sobre treino, equipamento, bem-estar e a cultura lounge associada à modalidade.

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