Com sete mudanças no onze, o Benfica marcou cedo, mas atravessou um «apagão» até ao intervalo. A reação na segunda parte e as substituições abriram caminho à goleada e ao melhor arranque europeu do clube.
Na quinta-feira, no Chipre, um Benfica de várias faces venceu o Omonia por 4-1 e fez história: nunca antes tinha conseguido três vitórias consecutivas no início de uma campanha europeia. Com sete alterações em relação ao onze que defrontou o Celtic, as águias começaram bem e chegaram ao golo, mas depois sofreram um «apagão». A equipa relaxou, acumulou erros e tornou o jogo lento e pouco objetivo, numa exibição que fez lembrar o futebol cinzento da época passada.
Benfica marca, mas perde o controlo antes do intervalo
Os encarnados apresentaram-se com uma filosofia ofensiva e a defesa subida, perto da linha de meio-campo. Pavlidis apareceu em posição privilegiada, mas hesitou e acabou por complicar o lance. Echeverri, na estreia como titular, mostrou dinamismo e teve um papel decisivo no primeiro golo, com um cabeceamento que ainda sofreu um desvio em Négo antes de entrar.
A vantagem acabou por adormecer o Benfica, que se mostrou permissivo, pouco eficaz na marcação no meio-campo e com dificuldades para ultrapassar a pressão dos cipriotas. O Omonia tirou partido do arrefecimento da equipa encarnada: Montnar e Ewandro ameaçaram a baliza de Trubin numa fase mais equilibrada, em que o Benfica apresentava uma imagem cinzenta. A circulação de bola era lenta e previsível, com a equipa a mastigar o jogo.
A letargia tornou-se evidente no lance do empate. Bah mostrou displicência e foi quase humilhado por Montnar, que assistiu Kakoullis.
Reação do Benfica na segunda parte frente ao Omonia
Ao intervalo, Marco Silva terá recordado aos jogadores que os nomes, por si só, não ganham partidas. O Benfica regressou mais desperto, agressivo e com atitude para dominar claramente. A melhoria de rendimento traduziu-se numa superioridade inequívoca e os golos surgiram com naturalidade: Pavlidis, Aursnes e Prestianni marcaram para selar a goleada, com o último a aproveitar uma fuga em alta rotação de Lukebakio.
A equipa voltou para a frente do marcador no início da segunda parte, graças a um bom cruzamento de Echeverri e a uma finalização algo confusa de Pavlidis. O Benfica pressionou e recuperou bolas perto da área adversária, embora tenha voltado a relaxar um pouco depois de recuperar a vantagem.
Marco Silva recorreu então a alguns dos pesos pesados, lançando Palhinha, Sudakov e Prestianni. O argentino ameaçou Fabiano, Pavlidis acertou no poste e Aursnes sentenciou o encontro. O melhor ficou, porém, para o fim: numa fuga endiabrada, Lukebakio ofereceu a Prestianni o quarto golo.






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