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Roupa de corrida: 5 dicas para escolher as peças certas

Mulher numa caminhada num parque, a amarrar os atacadores dos ténis, com roupas desportivas cinzentas.
Neste artigo
  1. 1. Escolha roupa de corrida com tecidos adequados à temperatura e ao treino
  2. 2. Verifique as costuras e os acabamentos
  3. 3. Escolha um corte que acompanhe os movimentos
  4. 4. Avalie a localização e a funcionalidade dos bolsos
  5. 5. Tenha peças para diferentes treinos e teste-as antes das provas

Na corrida, escolher a roupa certa envolve mais do que a aparência. O tecido, o corte, as costuras e até a localização dos bolsos podem afetar o conforto durante a atividade, sobretudo em treinos longos ou com temperaturas elevadas. A evolução do vestuário desportivo trouxe também novas tecnologias para responder a necessidades específicas dos corredores.

Segundo Fred Fagundes, sócio fundador da Woom, marca brasileira especializada em vestuário técnico para desportos de resistência, a escolha deve ter em conta a intensidade e a duração do treino, as condições meteorológicas e o terreno, quer o percurso seja em asfalto, terra ou inclua subidas e descidas.

“Uma peça de roupa adequada deve acompanhar os movimentos do corpo, permitir a troca de calor e evitar desconfortos ao longo da corrida. À medida que a distância aumenta, pormenores como o ajuste, o tecido e os acabamentos tornam-se mais importantes”, explica.

Há vários aspetos a considerar para ganhar conforto e praticidade e melhorar o desempenho durante a atividade. Descubra quais são.

1. Escolha roupa de corrida com tecidos adequados à temperatura e ao treino

Ao correr, o corpo gera calor e transpira para regular a temperatura. Nos dias quentes, os tecidos leves e respiráveis, que favorecem a evaporação do suor, ajudam a proporcionar maior conforto, sobretudo nas peças usadas na parte superior do corpo.

Para treinos longos, os calções de compressão podem dar mais sustentação muscular, desde que se ajustem bem e não limitem os movimentos. Quando está frio, convém escolher peças que ajudem a manter o calor corporal sem prejudicar a ventilação e a gestão da humidade.

2. Verifique as costuras e os acabamentos

O contacto repetido entre a roupa e a pele pode causar irritações, sobretudo em atividades prolongadas. As peças com menos costuras e com acabamentos como a colagem por selagem, uma técnica que une partes do tecido, podem diminuir os pontos de contacto e de fricção.

3. Escolha um corte que acompanhe os movimentos

A roupa demasiado justa pode restringir a mobilidade, enquanto as peças excessivamente largas podem causar incómodo ao movimentar-se. Procure um ajuste confortável, com elasticidade suficiente e que permaneça estável durante a corrida.

4. Avalie a localização e a funcionalidade dos bolsos

Os bolsos, os detalhes refletores e os acabamentos que mantêm a roupa no lugar são características que podem fazer diferença no dia a dia. Mais do que contar os bolsos, importa, porém, avaliar o seu tamanho e a sua localização.

Consoante a forma como estão integrados na peça, os objetos transportados podem oscilar ou provocar desconforto durante a corrida. Por isso, vale a pena testar a roupa com os artigos que serão usados nos treinos e nas provas.

5. Tenha peças para diferentes treinos e teste-as antes das provas

Tal como acontece com as sapatilhas, os corredores que treinam regularmente podem beneficiar de roupa específica para diferentes situações. Entre as possibilidades estão peças confortáveis para atividades leves e de recuperação, modelos resistentes ao uso frequente para treinos longos e opções mais leves para sessões de velocidade e competições. É igualmente importante não estrear roupa nas provas: aproveite os treinos para detetar possíveis pontos de fricção, problemas de ajuste e desconfortos.

“A tecnologia desempenha um papel importante no desenvolvimento do vestuário desportivo, mas não há uma solução única para todos os corredores. O essencial é compreender as necessidades de cada pessoa e escolher peças que funcionem bem na prática”, conclui Fred Fagundes.

Por Patricia Zomer

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é treinador certificado de padel e consultor de gestão desportiva, com mais de uma década de experiência na organização de academias, torneios e experiências premium em clubes. Apaixonado pela evolução técnica dos jogadores e pela vertente social do padel, partilha no PadelTennisLounge conteúdos sobre treino, equipamento, bem-estar e a cultura lounge associada à modalidade.

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