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Barriga saliente nem sempre é gordura: conheça as possíveis causas

Mulher grávida a olhar para o seu reflexo no espelho, com mãos na barriga, num quarto iluminado.
Neste artigo
  1. A diástase abdominal é uma das causas mais frequentes
  2. A flacidez e o excesso de pele também têm impacto
  3. Nem todo o aumento do abdómen indica cirurgia
  4. O exercício físico nem sempre resolve todas as alterações
  5. Quando deve procurar uma avaliação?

Muitas pessoas associam uma barriga saliente exclusivamente ao excesso de gordura corporal. Por essa razão, adoptam dietas restritivas e aumentam a intensidade do exercício físico, mas continuam insatisfeitas com o aspecto do abdómen. Apesar de a gordura localizada ser uma causa comum, não é a única explicação possível.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Josué Montedonio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), várias alterações na parede abdominal podem dar origem a uma aparência de “barriga inchada”, incluindo em pessoas com uma baixa percentagem de gordura corporal.

“Recebo muitos pacientes frustrados porque emagreceram, melhoraram a alimentação, fazem atividade física regularmente e ainda assim continuam com o abdômen projetado. Nesses casos, é importante entender que nem sempre o problema está relacionado ao acúmulo de gordura”, explica.

A diástase abdominal é uma das causas mais frequentes

Entre as alterações mais habituais encontra-se a diástase abdominal, que consiste no afastamento dos músculos rectos do abdómen. Surge frequentemente durante a gravidez, devido ao crescimento do útero, mas também pode ocorrer após grandes variações de peso ou em pessoas com predisposição.

“O afastamento da musculatura reduz a sustentação da parede abdominal. Mesmo pacientes magros podem apresentar um abaulamento persistente porque a musculatura perdeu parte da sua capacidade de contenção”, explica o Dr. Josué Montedonio. Para além do impacto estético, a diástase pode ainda estar relacionada com sensação de fraqueza abdominal, dor lombar e alterações da postura.

A flacidez e o excesso de pele também têm impacto

A flacidez é outro elemento que gera frequentemente confusão. Depois de uma perda de peso significativa ou de uma gravidez, a pele pode perder elasticidade e não recuperar totalmente a sua forma anterior. “A pele funciona como uma espécie de envelope do corpo. Quando ela perde elasticidade, pode permanecer excedente, alterando o contorno abdominal mesmo quando praticamente não existe gordura na região”, afirma o médico. Em alguns casos, coexistem excesso de pele e enfraquecimento da musculatura, pelo que é necessária uma avaliação individualizada.

Nem todo o aumento do abdómen indica cirurgia

Segundo o cirurgião plástico, a avaliação médica é essencial, uma vez que as diferentes causas requerem abordagens completamente distintas. Quando predomina a gordura localizada, a primeira recomendação continua a ser a alteração dos hábitos de vida. Noutras situações, a fisioterapia especializada pode ajudar a melhorar a diástase, sobretudo quando o afastamento muscular é ligeiro.

Os pacientes com excesso importante de pele ou diástase mais pronunciada podem beneficiar de procedimentos cirúrgicos, sempre mediante indicação individualizada. “Cada abdômen conta uma história diferente. O tratamento ideal depende da origem daquela alteração, e não apenas da aparência externa”, salienta.

O exercício físico nem sempre resolve todas as alterações

Embora seja benéfico para a saúde, o exercício físico nem sempre consegue corrigir todas as alterações abdominais. “O fortalecimento muscular traz inúmeros benefícios para a saúde e pode melhorar alguns casos de diástase, principalmente quando associado à fisioterapia. Mas quando existe excesso importante de pele ou um afastamento muscular significativo, apenas os exercícios podem não ser suficientes para restaurar o contorno abdominal”, sublinha o Dr. Josué Montedonio. Assim, insistir em treinos cada vez mais exigentes sem perceber a origem do problema pode apenas aumentar a frustração.

Quando deve procurar uma avaliação?

De acordo com o Dr. Josué Montedonio, é aconselhável procurar avaliação médica quando o volume abdominal se mantém após o emagrecimento, quando há excesso de pele depois da gravidez ou de uma perda de peso importante, ou quando a sensação persistente de abdómen projectado é acompanhada por desconforto físico.

“O primeiro passo é entender a causa. Nem toda barriga saliente é gordura, nem todo paciente precisa de cirurgia. Um diagnóstico correto permite indicar o tratamento mais adequado para cada situação, sempre respeitando as características individuais de cada organismo”, conclui.

Por Daiane Maio

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é treinador certificado de padel e consultor de gestão desportiva, com mais de uma década de experiência na organização de academias, torneios e experiências premium em clubes. Apaixonado pela evolução técnica dos jogadores e pela vertente social do padel, partilha no PadelTennisLounge conteúdos sobre treino, equipamento, bem-estar e a cultura lounge associada à modalidade.

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