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Declaração da Etihad Airways de 2015 pode dificultar o recurso do Manchester City contra a Premier League

Camisa de futebol azul, martelo judicial, documentos e dinheiro numa mesa com vista para estádio e avião a aterrar.
Neste artigo
  1. A origem dos patrocínios do Manchester City
  2. A declaração da Etihad Airways em 2015
  3. Riscos para a Etihad e possíveis sanções ao Manchester City

Uma declaração apresentada pela Etihad Airways às autoridades norte-americanas em 2015 poderá tornar-se um obstáculo decisivo para o Manchester City, no recurso contra uma pesada sanção financeira da Premier League.

O governo britânico acusa o clube de ter inflacionado receitas de patrocínio e dissimulado a origem dos fundos. A disputa abrange nove épocas e põe em causa as práticas de governação do futebol europeu, bem como a relação entre companhias aéreas do Golfo e clubes de elite.

A origem dos patrocínios do Manchester City

A questão central é apurar se os pagamentos de patrocínio recebidos pelo Manchester City entre 2009 e 2018 provinham efetivamente do governo de Abu Dhabi ou do fundo Abu Dhabi United Group (ADUG), associado ao proprietário do clube. A Etihad Airways patrocina o Manchester City desde 2009 e a sua marca continua presente nas camisolas e no estádio do clube.

Em setembro de 2026, uma comissão independente da Premier League concluiu que o Manchester City infringiu as regras financeiras durante nove épocas, ao apresentar contratos comerciais fraudulentos que permitiram aumentar artificialmente as receitas e reduzir as despesas em mais de £900 milhões.

De acordo com a investigação, parte das verbas oficialmente recebidas como patrocínio teria, na realidade, vindo do ADUG através de um esquema de transferência sofisticado e encoberto, em violação dos limites de despesa da liga. O clube rejeita todas as acusações e recorre da decisão.

A declaração da Etihad Airways em 2015

Um documento entregue pela Etihad em 2015 complica a posição do City. Nesse ano, a empresa respondeu a acusações de subsídios estatais, no contexto de debates intensos nos Estados Unidos sobre as alegadas vantagens competitivas das companhias do Golfo.

Perante a pressão de grandes companhias aéreas norte-americanas, a Etihad declarou então que não tinha usado fundos do governo de Abu Dhabi para pagar o patrocínio ao clube inglês, afirmando que o acordo fora financiado inteiramente com recursos próprios.

Esta posição contraria o argumento que o Manchester City pretende apresentar para tentar anular a decisão da Premier League: o de que os valores vieram do governo e não do ADUG. O documento poderá ser uma prova decisiva no recurso, por criar uma contradição documental entre a declaração anterior da Etihad e o que o clube pretende alegar.

Riscos para a Etihad e possíveis sanções ao Manchester City

A situação não significa necessariamente que tenha havido uma infração às regras da aviação. Ainda assim, representa um risco reputacional para a Etihad, que poderá enfrentar novas questões sobre a transparência dos seus contratos de patrocínio, além de reabrir o debate sobre o apoio estatal às companhias aéreas do Golfo.

Entretanto, o Manchester City enfrenta a possibilidade de sanções desportivas e financeiras durante a disputa judicial, enquanto a Premier League conduz um processo separado para determinar as punições.

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é treinador certificado de padel e consultor de gestão desportiva, com mais de uma década de experiência na organização de academias, torneios e experiências premium em clubes. Apaixonado pela evolução técnica dos jogadores e pela vertente social do padel, partilha no PadelTennisLounge conteúdos sobre treino, equipamento, bem-estar e a cultura lounge associada à modalidade.

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