Na Gala dos Dragões de Ouro, o presidente do F. C. Porto pediu «o mesmo rigor» para todos, enalteceu Farioli pela conquista do título nacional, recordou Jorge Costa e Pinto da Costa e revelou que o Centro de Alto Rendimento já está licenciado para avançar.
André Villas-Boas utilizou a gala para defender o F. C. Porto e reclamar igualdade de critérios por parte de quem analisa o clube. O dirigente celebrou também o regresso dos «dragões» ao título e realçou o contributo de Francesco Farioli para a conquista do campeonato.
Villas-Boas pede igualdade de critérios para o F. C. Porto
Ao falar sobre o tratamento dado ao F. C. Porto, Villas-Boas endureceu o tom: «Os critérios não podem mudar consoante a cor da camisola». Dirigindo-se a quem «informa e comenta», acrescentou: «Não pedimos que nos poupem às perguntas difíceis, pedimos que sejam feitas a todos com o mesmo rigor».
O presidente pediu ainda que se distingam «os factos das preferências, a crítica da insinuação e a opinião da militância» e deixou um aviso: «Não permitiremos que o ruído nos distraia, mas também não deixaremos o Clube sem defesa».
Título nacional e elogios a Farioli
Na Super Bock Arena, palco da distinção das figuras que mais se destacaram ao serviço do F. C. Porto na última temporada, o presidente reservou uma parte significativa da intervenção ao futebol. Recordou que, após uma época 2024/25 difícil, os portistas responderam em 2025/26 com o 31.º título nacional e um pleno histórico na formação, ao vencerem os campeonatos de sub-19, sub-17 e sub-15.
Villas-Boas salientou, em particular, a transformação da equipa principal e elogiou largamente Farioli. «O teu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo», afirmou.
Para o presidente, o título espelhou igualmente o rigor da equipa técnica e a gestão humana do italiano. Ao recordar a confiança colocada na sua contratação, declarou: «Há um ano, afirmámos a nossa convicção na tua escolha. Hoje agradecemos a forma como a honrou».
Homenagens e Centro de Alto Rendimento
A memória de Jorge Costa marcou também a celebração. Villas-Boas lembrou que o antigo capitão faria 55 anos dentro de uma semana e ligou-o diretamente à conquista do último campeonato. «Perdemos um amigo, um capitão e um exemplo de coragem, mas o seu contributo permanece bem vivo no campeonato que conquistámos na época passada», disse, sublinhando o «trabalho», o «portismo» e a «exigência» do antigo diretor do futebol.
Numa passagem pela história do clube, o presidente homenageou ainda os antecessores, de Cesário Bonito a Américo de Sá. Para Jorge Nuno Pinto da Costa, a quem chamou «Presidente dos Presidentes», reservou palavras especiais. Evocou os títulos europeus e mundiais, bem como a construção do Estádio do Dragão, da Dragão Arena e do centro de treinos do Olival, concluindo que a obra do antigo dirigente «pertence para sempre à História do F. C. Porto» e exige «continuidade».
Villas-Boas anunciou também que o licenciamento do novo Centro de Alto Rendimento, em Gaia, já foi aprovado, permitindo avançar com a obra. No final, afastou qualquer hipótese de acomodação após o sucesso: «A união que celebramos hoje tem de continuar nas bancadas, nos balneários e em cada departamento, porque o próximo título não se conquista com a recordação do anterior».






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