O conselheiro de desporto motorizado da Red Bull, Helmut Marko - conhecido por criticar de forma frontal e sem filtros, hum, os próprios pilotos da equipa - revelou os motivos que levaram à saída de Liam Lawson apenas duas corridas depois do início da temporada.
Promovido à Red Bull após somente 11 provas pela equipa júnior RB, o neozelandês qualificou-se em 18.º e acabou por abandonar a corrida inaugural, na Austrália, depois de um acidente. No fim de semana passado, na China, foi o último classificado na qualificação por duas vezes e não conseguiu ir além do P14 na corrida sprint e do P12 no grande prémio.
Helmut Marko explica a decisão sobre Liam Lawson
Em declarações ao BBC 5 Live Breakfast, Marko reconheceu que Lawson teve azar na preparação para a época, já que problemas de fiabilidade lhe limitaram o tempo de pista nos treinos. Porém, explicou que “assim que começou a forçar, cometeu erros”. E acrescentou: “O RB21 é um carro que não é o mais rápido, mas que, ainda assim, é muito difícil de conduzir. E o Max consegue lidar com isso, mas o Liam não - nesta fase.”
Ai. E há mais: “Estávamos preocupados que a sua autoconfiança estivesse tão abalada que não conseguisse apresentar o seu desempenho normal.” Ui.
Marko prosseguiu, sublinhando que a equipa precisa urgentemente de dois pilotos a lutar na frente, não apenas para disputar o título de construtores, mas também para ajudar Max Verstappen a conquistar o campeonato do mundo #5. Na verdade, o austríaco deu a entender que essa é a prioridade máxima da Red Bull.
“Há muita motivação para conquistar este quinto título”, afirmou Marko. “E também sabemos que, se não entregarmos o que o Max precisa, quero dizer, não é segredo que todos os melhores pilotos têm cláusulas de desempenho nos contratos.” Ou seja, se não lhe derem um carro capaz de vencer, poderá muito bem sair para uma equipa rival em 2026. Caramba.
Questionado sobre se a equipa se sentia embaraçada com a sua tomada de decisão, Marko voltou a ser directo: “Internamente, diria que sim. Cometemos um erro. Mas, mais uma vez, [Lawson] não foi expulso da Fórmula 1 e, na Racing Bulls, vão dar-lhe a oportunidade de recuperar, e a sua carreira pode recomeçar.”
Yuki Tsunoda ganha a oportunidade na Red Bull
Questão seguinte: com Yuki Tsunoda a subir para ocupar o lugar de Lawson, que mal teve tempo de aquecer, porque razão o japonês não era o piloto certo para substituir Sergio Perez quando o mexicano foi dispensado, mas aparentemente é o piloto certo agora? “O Tsunoda deu um grande passo”, considerou Marko. “É estranho, depois de quatro anos. E agora, no seu quinto ano, é uma personalidade muito mais forte. Mudou de gestão. Está muito mais maduro.
“Tem mais confiança e fez corridas muito boas [na Austrália e na China]; simplesmente, a estratégia não resultou para a Racing Bulls. Mas, neste caso, com um carro tão difícil, a experiência é algo que vai ajudar.
“E quando tomámos a decisão [de despedir o Checo] no ano passado, no México, ele teve dois acidentes graves e não era consistente no seu desempenho. Mas, obviamente, isso mudou durante o inverno. Não sei exactamente o que é, mas é um facto.”
Ao que tudo indica, Tsunoda tem agora até ao final da temporada para se provar. Tanto tempo, hein?






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