Estamos a cerca de um mês de ver Brad Pitt e os seus companheiros tentarem transformar um desporto que exige compreender o conceito de degradação dos pneus num grande êxito hollywoodiano envolvente. No entanto, quem jogou os títulos oficiais de F1 nos últimos cinco anos sabe que a combinação entre Fórmula 1 e melodrama resulta na perfeição. Sim, o Braking Point, o modo de história narrativo que se estreou em F1 2021, regressa pela terceira vez em F1 25.
Temos de admitir que temos uma enorme queda por Braking Point. É certo que algumas tramas são mais pirosas do que um festival de fondue de três dias, mas uma narrativa mais humana fora das pistas, que nos impulsiona entre fins de semana de corrida, tem muito valor. Esta história prossegue o arco iniciado em F1 2021, agora com um drama familiar ainda mais complicado e, embora quem não tenha jogado os dois capítulos anteriores possa sentir-se completamente perdido, continua tão cativante e divertida como sempre para os fãs de longa data.
My Team em F1 25 assume a liderança
Longe da novela, a outra grande novidade de F1 25 é o modo My Team. Em vez do conceito retro de ser simultaneamente proprietário e piloto, esta nova versão de My Team coloca-nos nos ténis de marca do chefe de equipa de uma 11.ª equipa de Fórmula 1, com toda a responsabilidade adicional que isso implica. Naturalmente, não tem a mesma profundidade da série F1 Manager, entretanto cancelada, mas aproxima-se bastante e os menus simplificados e intuitivos garantem que nunca se torna demasiado esmagador.
Além disso, ao contrário de F1 Manager, quando chega o fim de semana de corrida não ficamos sentados no muro das boxes a mexer nas estratégias de combustível. Em F1 25, podemos assumir o controlo de um dos dois pilotos contratados e sentar-nos nós próprios ao volante. E um desses pilotos pode ser Brad Pitt.
Brad Pitt e o filme F1 chegam à grelha
Sim, o próximo filme F1 também está bem representado no jogo oficial. Em My Team, é possível escolher jogar com a 11.ª equipa fictícia criada para o filme, a APX Grand Prix, inserindo casualmente Sonny Hayes (Pitt) e Joshua Pearce (Damson Idris) no lote de pilotos. Existe ainda um modo de cenários independente, que mistura excertos do filme com desafios no jogo, de forma muito semelhante a Braking Point.
Por agora, só está disponível um pequeno desafio de prólogo, para não estragar o enredo; os restantes chegarão apenas como conteúdo transferível quando o filme estrear nos cinemas. Faríamos uma piada sobre revelações, mas num monolugar de F1 isso é, na verdade, uma asa traseira.
Depois de uma actualização sazonal pouco inspirada no ano passado, cujo principal foco de desenvolvimento parecia ser tornar o modelo de condução impossível de dominar, F1 25 representa um regresso à boa forma. Braking Point manter-nos-á entretidos durante umas boas horas, mas é o vasto novo modo My Team que oferece verdadeira novidade e longevidade a quem tem investido fielmente no jogo oficial todos os anos.
Já os recém-chegados e os fãs que regressam voltarão a encontrar menus atrás de menus, repletos de modos e opções, num dos jogos de corridas mais refinados e completos disponíveis. E, se a fantasia for simplesmente «fingir que se é o atraente astro de Hollywood Brad Pitt», de algum modo F1 25 também já trata disso...






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