Depois de alguns anos em que os pilotos de F1 mostravam menos vontade de abandonar os seus lugares do que os adeptos do United depois de uma vitória fora frente ao City, a mudança de geração em 2025 está a gerar enorme entusiasmo. Seis - sim, seis - estreantes vão entrar na modalidade. Que impacto poderá ter a turma de 2025?
Andrea Kimi Antonelli e os novos talentos da F1
Substituir um heptacampeão do mundo é uma tarefa gigantesca, mas Andrea Kimi Antonelli, prodígio italiano de 18 anos, possui um talento arrojado e um percurso brilhante no karting. Integrado na equipa júnior da Mercedes desde 2019, entrevistei-o em 2022 e, apesar da pouca idade - e da baixa estatura -, transmitia uma confiança serena. Dominou a F4 e já venceu na F2. Contudo, a estreia num treino livre no Grande Prémio de Itália de 2024 terminou nas barreiras após apenas uma volta, ainda que fulgurante. É de esperar alguns erros de estreante do pequeno Kimi, mas também momentos do brilhantismo que levou a Mercedes a dar este salto de fé.
Jack Doohan é filho da lenda das corridas de motociclismo Mick. O australiano de 21 anos aguardou a sua oportunidade como piloto de reserva da Alpine, depois de ganhar experiência na F2. Contou-me o quanto estava entusiasmado por competir perante os seus adeptos em Melbourne. No entanto, sentirá a pressão de Franco Colapinto logo atrás de si: o argentino foi contratado à Williams para ser o super-substituto da Alpine.
Oliver Bearman será o quarto piloto britânico no pelotão de 2025 e teve uma prestação soberba como substituto da Ferrari na Arábia Saudita em 2024. Também chamou a atenção com uma exibição sólida pela Haas em Baku. Garantiu agora um lugar a tempo inteiro na Haas, mas terá de tirar partido desta experiência. É de prever que conquiste pontos cruciais em 2025, colocando-se na montra para um futuro lugar na Ferrari. Incrivelmente, terminou apenas em 12.º na F2, algo que demonstra a vaga de talento à espera de chegar ao topo. Poderá um britânico acabar por substituir outro na Scuderia? Coisas mais estranhas já aconteceram.
Liam Lawson enfrenta o desafio da Red Bull
Será Liam Lawson a solução para o persistente problema da Red Bull com o segundo piloto? Era altura de Perez sair, mas este é um lugar que já mastigou e cuspiu mais do que um talento. Disse-me que não estava disposto a permanecer mais um ano fora da competição, pelo que a Red Bull tinha de o contratar ou arriscava-se a perdê-lo para sempre. Para o chefe de equipa Christian Horner, Lawson precisa de alcançar pódios com regularidade e, após a interação combativa com Alonso no GP dos EUA, é evidente que não se deixará intimidar pelas superestrelas do pelotão.
Gabriel Bortoleto, campeão brasileiro de F2 e piloto júnior da McLaren, é uma excelente contratação da Sauber, que trocou Bottas pela juventude, ao lado da experiência do colega de equipa Hülkenberg. Ao contrário de Antonelli, Gabriel Bortoleto beneficia de entrar na F1 longe dos holofotes.
Isack Hadjar completa a turma de 2025
Isack Hadjar fecha o alinhamento ao juntar-se à Racing Bulls. A sua personalidade é um raio de sol e comprovou as suas capacidades de piloto com vitórias na F2 em Imola, Spa e Silverstone. Mas também tem um lado explosivo - e vai alinhar ao lado de um Yuki Tsunoda ressentido, que foi preterido na promoção para a Red Bull. Portanto, há subtramas por todo o lado. Ainda assim, entre estes seis deverão esconder-se futuras estrelas - e campeões.






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