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Casal chileno conquista recorde do Guinness World Records de stand-up paddle a 6.370 metros

Casal a fazer paddleboard num lago glaciar rodeado por montanhas nevadas ao pôr do sol.
Neste artigo
  1. Como surgiu a ideia de praticar stand-up paddle a tanta altitude?
  2. Como prepararam a expedição?
  3. Onde aconteceu a remada?
  4. O que mudou a altitude no desafio?
  5. Quando foi divulgado o recorde?
  6. O que ficou depois de saírem da água?

A 6.370 metros de altitude, transportar uma prancha de stand-up paddle às costas por uma montanha torna-se uma tarefa ainda mais pesada. O casal chileno Carlos Cardemil Poffal e Laura Andrea Torres Pereira levou o equipamento até uma lagoa na região de Copiapó e remou nas suas águas, num feito reconhecido pelo Guinness World Records. O frio, o ar rarefeito e a logística fizeram de alguns momentos na água uma expedição preparada durante meses. Como nasceu a ideia de juntar duas atividades tão diferentes e o que foi necessário para alcançar a lagoa?

Como surgiu a ideia de praticar stand-up paddle a tanta altitude?

Carlos, médico dentista de 51 anos, e Laura, profissional da área jurídica de 48, já tinham em comum o montanhismo e o stand-up paddle. De acordo com o relato divulgado pelo Guinness, conheceram-se cerca de sete anos antes da notícia e praticavam a modalidade aquática havia aproximadamente oito. A ideia surgiu após uma expedição ao vulcão Licancabur, perto de San Pedro de Atacama, onde avistaram uma lagoa numa cratera.

A paisagem levou-os a colocar uma questão prática: conseguiriam transportar pranchas montanha acima e remar num local a uma altitude excecional? A experiência na natureza deixava assim de se limitar à contemplação. Antes de entrar na água, o casal teria de preparar o corpo, encontrar uma lagoa adequada e tratar do transporte e da segurança.

Como prepararam a expedição?

A tentativa foi antecedida por meses de preparação física, aclimatação e planeamento. A grande altitude reduz a disponibilidade de oxigénio, pelo que um esforço habitual pode tornar-se muito mais exigente. A isso juntam-se o frio, a instabilidade do tempo e o peso das pranchas e do restante equipamento. Segundo o relato da organização, Carlos e Laura decidiram transportar o material sem carregadores profissionais nem patrocinadores comerciais.

Essa escolha não faz da subida uma competição com quem recebe ajuda. Mostra, sim, a dimensão do trabalho que o casal decidiu assumir: tudo o que fosse necessário na lagoa teria de ser levado até lá. A preparação da remada passava por decidir como proteger o equipamento, repartir as cargas e enfrentar as limitações do ambiente. Essencial na água, a prancha tornava-se um volume difícil de transportar durante a caminhada.

Onde aconteceu a remada?

A tentativa teve lugar numa lagoa situada a 6.370 metros acima do nível do mar, na região chilena de Copiapó. O local faz parte da definição do feito: o Guinness World Records reconhece a maior altitude a que foi praticado stand-up paddle. Não bastava subir uma montanha com uma prancha; era necessário remar efetivamente na água à altitude documentada.

A marca registada para a remada em altitude dá uma medida exata a uma cena que parece improvável. Trata-se de 6.370 metros, e não de uma indicação vaga como “no topo dos Andes”. A localização, o registo e o cumprimento das regras distinguem a memória pessoal de uma aventura do reconhecimento de um recorde.

O que mudou a altitude no desafio?

Transportar peso e executar movimentos em ar rarefeito obriga a adotar um ritmo mais cauteloso. O corpo necessita de tempo para se adaptar e os sintomas do mal de altitude podem comprometer uma expedição. Por isso, o planeamento e a aclimatação integram a história, em vez de serem apenas preparativos que se possam dispensar para chegar à fotografia final. O frio também modifica a experiência de remar numa lagoa de montanha.

As fontes não descrevem cada troço da subida nem todas as temperaturas encontradas; preencher essas lacunas com nevões ou resgates imaginários distorceria o relato. O facto verificável é, por si só, expressivo: dois praticantes transportaram o seu próprio equipamento e chegaram a água situada a altitude suficiente para uma remada reconhecida mundialmente. A dificuldade resulta das condições físicas, sem necessidade de inventar um acidente.

Quando foi divulgado o recorde?

O Guinness World Records divulgou a conquista em julho de 2026. A data da notícia não deve ser automaticamente confundida com o dia exato da remada. O registo oficial identifica a categoria e a altitude, enquanto a história do casal explica as opções tomadas antes do momento na água. É a conjugação destes dados que permite compreender o feito.

A ideia tinha nascido do encontro com a lagoa do Licancabur. A remada na região de Copiapó concretizou uma etapa posterior: encontrar um cenário a uma altitude ainda maior, preparar-se e chegar com pranchas em condições de utilização. O resultado junta, num único percurso, duas práticas que normalmente exigem equipamentos e ambientes distintos: o montanhismo e uma modalidade aquática.

O que ficou depois de saírem da água?

A imagem final não se resume à prancha a flutuar a 6.370 metros. Inclui também a retirada dessa mesma prancha do local e a consciência de que o feito só foi possível porque o casal aceitou transportá-la até à lagoa. Ao documentarem o resultado, Carlos e Laura transformaram uma ideia surgida numa expedição anterior numa marca que outras pessoas poderão tentar superar.

O recorde não torna a alta montanha uma aventura simples ou aconselhável sem preparação. Revela uma sequência concreta de decisões, desde a aclimatação e o transporte do equipamento até à própria remada. O que começou com a observação de uma lagoa terminou com dois parceiros na água, num lugar onde chegar a pé já representava um desafio considerável.

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Miguel Ângelo Figueiredo

Miguel Ângelo Figueiredo é treinador certificado de padel e consultor de gestão desportiva, com mais de uma década de experiência na organização de academias, torneios e experiências premium em clubes. Apaixonado pela evolução técnica dos jogadores e pela vertente social do padel, partilha no PadelTennisLounge conteúdos sobre treino, equipamento, bem-estar e a cultura lounge associada à modalidade.

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