Franclim Carvalho precisou de apenas dois dias para alterar a face do Braga. O novo sistema deu liberdade a Víctor Gómez, que somou um golo e uma assistência.
Franclim Carvalho muda o Braga em dois dias
Na véspera, a perfeição fora apresentada como uma hipótese distante para uma equipa abalada por uma chicotada, mas animada pela chegada de um novo rosto. No pouco tempo disponível, Franclim Carvalho conseguiu unir o grupo e preparar uma alteração estratégica. Os frutos desses dois dias de trabalho surgiram em três minutos: numa rápida troca de passes, Horta e Gorby deram espetáculo no ataque e deixaram o Gent, líder do campeonato belga, fragilizado desde cedo, perante a entrada fulgurante de Víctor Gómez.
À expetativa em torno de um encontro simbólico juntou-se uma capacidade de resolução particularmente oportuna, que afastou os receios e o nervosismo de um início em falso capaz de prolongar o pesadelo recente. O Braga marcou e atravessou a primeira parte sem sobressaltos, enquanto procurava ganhar conforto coletivo com uma defesa a quatro, rompendo com a linha de três. Arrey-Mbi empenhou-se na resposta como defesa-esquerdo e fechou pontualmente uma linha de três, quando Gómez se projetava com gosto no ataque.
Gent reage, mas Braga amplia a vantagem
O Gent regressou mais enérgico para a segunda parte, levando o treinador do Braga a procurar outro equilíbrio com Dorgeles. O esforço belga não teve recompensa: Bernardo Fontes brilhou perante um remate de Sonko e, no outro extremo, Gabri Martínez deu a estocada. O espanhol festejou duas vezes, sem se aperceber de uma anulação, num prenúncio do que se seguiria: a validação pelo VAR. Depois do 2-0, só deu Braga. O extremo espanhol poupou o Gent a uma derrota mais pesada, enquanto Horta acertou na trave.






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