O grupo empresarial da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aumentou o número de colaboradores em quase 20% em 2025/26, chegando aos 423. Os gastos com pessoal subiram 10%, segundo o Relatório e Contas aprovado no passado sábado.
Colaboradores da FPF e das empresas do grupo
O documento, consultado hoje pela agência Lusa, indica que o organismo presidido por Pedro Proença teve 348 funcionários na época passada, mais 26 do que na anterior (18,18%). No conjunto das empresas federativas, o número cresceu em 66, até aos 423 trabalhadores.
Trata-se do primeiro Relatório e Contas relativo a uma época completa sob a liderança do antigo árbitro. A distribuição pelos organismos do grupo inclui o Canal 11, com 37 colaboradores, mais dois do que em 2024/25; a FPF Comercial, com 22; a FPF Infraestruturas, com sete; a FPF Academy, com cinco; a FPF Events, com três; e a Fundação FPF, com um.
Os gastos com pessoal cresceram quase 10%, concretamente 9,79%, passando de 25,691 milhões de euros (ME) em 2024/25 para 28,205 ME.
Contas, despesas e receitas da FPF
A direção da FPF votou e aprovou por unanimidade o Relatório e Contas no passado sábado, no Funchal. O documento apresenta um saldo positivo de 3,1 ME, resultante de rendimentos de 141,234 ME e gastos de 138,082 ME.
A federação destaca o resultado positivo apesar da conclusão do processo da Segurança Social relativo ao contrato do antigo selecionador Fernando Santos. O organismo responsável pelo futebol em Portugal pagou 3,318 ME em contribuições em falta, referentes ao período de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.
“Este encargo extraordinário, de natureza não recorrente e materialmente relevante, teve um impacto significativo nas demonstrações financeiras do exercício”, reconhece a FPF.
Os dados mostram ainda uma redução superior a metade do dinheiro em caixa ou em depósitos bancários, que se situou em 14,470 ME. O montante é 55% inferior aos 31,822 ME declarados na época precedente. Nos depósitos a prazo estão atualmente aplicados 11,020 ME, face a 18,559 ME em 2024/25.
As provisões registaram igualmente um “corte” de sete milhões de euros, passando de 32,801 ME para 25,569 ME. Também a verba destinada ao fundo de desenvolvimento do futebol diminuiu, de 24,969 ME para 16,196 ME.
Em contrapartida, a FPF recebeu um subsídio de quatro milhões de euros do Turismo de Portugal, “destinado a apoiar a estratégia de internacionalização e promoção da marca Portugal associada à participação da seleção nacional na fase final do Campeonato do Mundo de 2030”.
A receita proveniente de direitos de transmissão, publicidade e cachets aumentou de forma significativa, de 44,951 ME para 60,854 ME. Já a receita das apostas ficou em 39,728 ME, apenas mais 400 mil euros do que na época anterior.
A Assembleia Geral da FPF vai discutir e votar o Relatório e Contas de 2025/26 no próximo dia 31 de outubro, a partir das 14:00, na Cidade do Futebol, em Oeiras.






Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário