Verstappen conquista o quarto título em Las Vegas
Max Verstappen sagrou-se campeão do mundo pela quarta vez em quatro anos, depois de terminar à frente de Lando Norris em Las Vegas e resolver a luta pelo título a duas corridas do fim.
O piloto da Red Bull, com uma asa traseira improvisada para enfrentar as longas retas do circuito, precisava de bater o rival da McLaren para tornar o campeonato inalcançável. Foi precisamente isso que conseguiu.
Na fase inicial do grande prémio, o neerlandês parecia ter ritmo para lutar pelo pódio. Porém, no último turno, foi ultrapassado pelos dois Ferrari e por Lewis Hamilton, que recuperava terreno ao volante do Mercedes. Verstappen acabou em quinto, enquanto Norris não foi além do sexto lugar.
O resultado deixa Verstappen com 63 pontos de vantagem na classificação, quando restam apenas 60 em disputa no Qatar e em Abu Dhabi.
Russell domina a corrida em Las Vegas
Mais à frente, George Russell, que arrancou da pole position, esteve num patamar à parte do princípio ao fim. Depois de resistir a uma breve investida de Charles Leclerc nas primeiras voltas, afastou-se tranquilamente dos restantes pilotos.
Nas últimas 10 voltas, Hamilton pareceu estar em condições de ameaçar o colega de equipa pela vitória, apesar de ter cometido dois erros decisivos na qualificação e de ter partido do décimo lugar. Russell, no entanto, estava apenas a gerir o ritmo e segurou confortavelmente a sua segunda vitória da temporada - ou a terceira, contando a desclassificação quando terminou em primeiro na Bélgica.
Apesar da brilhante dobradinha das Flechas de Prata, no rescaldo todas as atenções se voltaram para o campeão. Com quatro títulos mundiais, Max igualou Alain Prost e Sebastian Vettel; na lista dos maiores de sempre, só Juan Manuel Fangio, Michael Schumacher e Hamilton permanecem à sua frente.
“Meu Deus, que época”, disse o piloto de 27 anos ao engenheiro de corrida Gianpiero Lambiase. “Quatro vezes… obrigado, malta. Obrigado a todos. Quero dizer, foi um pouco mais difícil do que no ano passado, mas conseguimos ultrapassar tudo e demos o máximo. Muito obrigado, malta.”
A temporada do quarto título da Red Bull e de Verstappen
A Red Bull começou o ano com o carro mais forte da grelha, o que permitiu a Max somar sete vitórias nas primeiras 10 corridas. Contudo, depois de ter recebido a bandeira de xadrez no Grande Prémio de Espanha, a equipa e o carro perderam fulgor.
A McLaren passou então a apresentar o conjunto mais rápido, permitindo a Norris reduzir gradualmente a larga vantagem de Verstappen. Ainda assim, o britânico nunca conseguiu ganhar ímpeto suficiente, em parte devido à interpretação inflexível que Max faz do regulamento, mas sobretudo à notável consistência que lhe permitiu superar tricampeões mundiais como Ayrton Senna, Niki Lauda e Jackie Stewart.
Verstappen desferiu o golpe decisivo sob chuva torrencial no Grande Prémio de São Paulo. Ao vencer depois de partir do 17.º lugar da grelha, voltou a demonstrar de forma inequívoca o seu estatuto de melhor piloto do mundo.
“É uma sensação incrível vencer aqui hoje e estou muito orgulhoso por conquistar o campeonato”, afirmou Max após a corrida na Cidade do Pecado. “Foi um ano e tanto e tenho orgulho na forma como lidámos com tudo enquanto equipa.
“Começámos a época muito fortes e depois tudo se tornou bastante difícil; nunca quisemos desistir e obtivemos o melhor resultado possível, praticamente não cometemos erros e é isso que é preciso para ganhar um título.”
Norris, por seu lado, aceitou a derrota com desportivismo: “Muitos parabéns ao Max por ter conquistado o campeonato de pilotos, ele mereceu-o. Ao longo do ano, pilotou melhor do que todos os outros e raramente comete um erro. Por isso, parabéns a ele por voltar a conseguir este resultado.”
O triunfo de Russell significa que sete pilotos venceram mais de uma corrida nesta temporada. E 2025, último ano do atual regulamento, promete ser incrivelmente disputado.
Haverá alguém capaz de destronar o super (super, super, super) Max?






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