Três décadas após conquistar o título da 3.ª Divisão, o Desportivo de Beja regressa aos campeonatos distritais com 18 jogadores provenientes da sua formação.
Desportivo de Beja: do título nacional ao regresso dos seniores
No ano em que assinala 110 anos, o Clube Desportivo de Beja voltou ao futebol sénior, nove anos depois, para disputar o campeonato distrital da 2.ª Divisão da Associação de Futebol de Beja. Em 1994/95, o clube foi campeão nacional da 3.ª Divisão, com o antigo magriço Jaime Graça no comando técnico.
O CD Beja nasceu da fusão de três coletividades da cidade: Luso, União e Pax-Júlia. Os estatutos do clube estabelecem 16 de junho de 1916 como data de fundação, «herdada» do Luso, o mais antigo dos três emblemas.
Após o título nacional e a passagem pela Liga 2, o clube entrou em declínio a partir de 1996. Os escalões de formação acabaram por ser extintos e, mais tarde, também a equipa sénior. Gerido por sucessivas comissões administrativas desde fevereiro de 2012, o CD Beja conseguiu, contudo, inverter a trajetória na última década.
Rui Fernandes, dirigente que ainda permanece desses tempos mais difíceis, recorda que encontrou «as coisas muito complicadas em termos financeiros» quando chegou ao clube. «Aos poucos fomos equilibrando as finanças e retomando a atividade». Em 2025/26, apesar de não ter equipa sénior, o CD Beja foi o clube com mais atletas inscritos na Associação de Futebol de Beja: 252, dos quais 52 são femininos. Um número que reafirma a confiança das famílias.
A formação na equipa sénior do CD Beja
Francisco Agatão integra a «administração», é coordenador geral e foi convidado este ano a assumir também o cargo de treinador dos seniores. «Havia o desejo de reativar os seniores e assim aproveitar os jovens, daí que 18 dos 27 jogadores são da nossa formação», explicou.
Gonçalo Carraça ilustra essa aposta na «prata da casa»: aos 20 anos, já joga pelo CD Beja há 14. «Sempre tive como objetivo jogar pelos seniores. É muito bonito chegar ao escalão mais alto com a camisola do Desportivo», afirmou.
«Este é o ano zero, pensávamos ter mais dificuldades por ser uma equipa muito jovem, mas estamos satisfeitos. A adesão dos adeptos tem sido grande», concluiu Francisco Agatão.
Sem sede própria, os dirigentes do CD Beja pretendem equilibrar as contas, constituir uma Direção e, depois, voltar a conquistar os títulos do passado.






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