Renovei a minha licença de piloto em dezembro. Não por andar a recusar telefonemas de equipas de competição ansiosas por contratar os meus serviços graças aos meus resultados medíocres no iRacing, mas porque, se não o fizesse antes do fim de 2024, a licença caducaria e teria de voltar a fazer o exame. Imagino que isso não seja algo que costume tirar o sono a Lewis Hamilton. Provavelmente, estará acordado a olhar para o teto, preocupado com a edição especial e única de Ferrari que vai configurar para ir trabalhar este ano.
Ao tratar da renovação, dei por mim a pensar na única época de automobilismo que completei, em 2018, e na sua relação com a simulação de corridas, que constitui a maior parte daquilo a que generosamente se poderia chamar a «minha experiência de competição». Para começar, não tenho dúvidas de que foram os jogos de corridas que me levaram a alinhar numa grelha de partida real.
Dos jogos de corridas ao automobilismo real
A minha paixão pelo automobilismo está indissociavelmente ligada aos jogos de condução. Em criança, tanto via corridas ou ralis e depois procurava jogos com aqueles carros e circuitos, como jogava e descobria campeonatos cuja existência desconhecia por completo. Tal como a maioria dos ocidentais, só descobri a genialidade louca do campeonato japonês Super GT depois de tentar manter-me na pista ao volante do Toyota Supra TOM’s Castrol em Gran Turismo.
Escolhi competir num Ginetta G40, num campeonato de iniciação criado pela Ginetta especificamente para estreantes. O próprio carro era uma excelente ferramenta de aprendizagem: tinha uns modestos 135 cavalos de potência britânicos, cerca de 137 cv, mas também um chassis tubular leve e nenhuma ajuda à condução. Antes da época, receava genuinamente que correr a sério estragasse para sempre a simulação de corridas. Na verdade, aconteceu quase o contrário: passei a valorizar o grau de fidelidade com que os simuladores modernos reproduzem a dinâmica dos veículos e a sensação de competir na vida real.
Também queria saber em que posição terminaria com as minhas capacidades profundamente medianas, já referidas, e se o nível seria superior ao de uma corrida multijogador caótica normal. Na prática, a variedade de capacidades era muito semelhante e fiquei a meio do pelotão, cometendo precisamente os mesmos pequenos erros que me roubam ritmo no simulador.
O simulador e o Ginetta G40 em pista
O simulador revelou-se especialmente útil para aprender circuitos que ainda não conhecia. Não tenho a certeza de ter dado uma volta a Snetterton desde TOCA Touring Cars 2, mas, graças à digitalização a laser do circuito no iRacing e a um Pontiac Solstice no lugar do Ginetta, consegui descobrir as trajetórias e igualei o meu melhor resultado da época. Não se entusiasmem demasiado: foi um 7.º lugar.
Infelizmente, talvez demore algum tempo até voltar a competir. Os campeonatos de iniciação da Ginetta usam agora o G56 GTA, que parece muito divertido de conduzir, mas o custo de cerca de 100 mil libras pelo carro e por uma época coloca-o fora do meu alcance. Ainda assim, posso pelo menos conduzir o meu G40 tanto em Forza Motorsport como em Automobilista 2, em vários dos circuitos onde competi. Por enquanto, servirá perfeitamente...






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