O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque (PSD/CDS-PP), afirmou esta quinta-feira que Cristiano Ronaldo é o "português mais conhecido em todo o Mundo" e que não pode ser tratado como "uma pessoa qualquer".
Albuquerque defende Cristiano Ronaldo
A propósito da polémica que se seguiu à saída do futebolista madeirense do estágio da seleção portuguesa, em 30 de setembro, Albuquerque afirmou: "O que acontece neste país é que gosta de se cultivar, de certa maneira, alguma inveja, algum ressentimento contra quem tem sucesso".
Para o governante, é "inquestionável" que Ronaldo seja o português com maior notoriedade mundial. "Nunca teremos um nome com esta projeção como ele tem", disse. "Serviu o país, promoveu o país e, portanto, neste momento, não pode ser tratado como uma pessoa qualquer. É o que eu acho", sublinhou.
O também líder regional do PSD falava à margem da abertura da VI Convenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências da Madeira, que decorre até sexta-feira na Casa de Saúde São João de Deus, no Funchal.
Sem esclarecer se valida todas as atitudes de Ronaldo nesta polémica, Miguel Albuquerque preferiu salientar a "excentricidade dos génios".
"Alguém disse que os génios têm alguma excentricidade e a gente tem que compreender os génios", afirmou, acrescentando: "As pessoas normais são as pessoas normais. Ele não é bem normal. Ele é o melhor jogador de sempre, é um homem que teve sempre uma atitude para com o país respeitosa, de serviço ao país, fez grandes serviços e realizou grandes serviços para Portugal, na promoção de Portugal, na promoção do futebol português. Portanto, tem que ter consideração e respeito".
O presidente do Governo madeirense considerou ainda que "aquilo que se passou foi um conjunto de mesquinhices e de paroladas e de mal-entendidos" e defendeu que "as coisas têm de ser resolvidas com bom senso".
Saída do estágio da seleção portuguesa
Cristiano Ronaldo deixou o estágio da seleção a 30 de setembro, quando a equipa preparava os encontros com a Dinamarca e a Noruega para o Grupo A4 da Liga das Nações. Na terça-feira, justificou a decisão com uma quebra de confiança por parte de Jorge Jesus.
Numa mensagem escrita, o avançado de 41 anos pediu desculpa aos adeptos e aos companheiros por ter deixado a equipa das "quinas" e declarou-se disponível, "como sempre", para "competir e ganhar" pela seleção portuguesa de futebol.
O antigo jogador de Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus tinha sido titular no triunfo caseiro por 1-0 sobre o País de Gales, a 24 de setembro, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações. Três dias depois, ficou no banco sem ser utilizado na vitória por 2-1 na Noruega.
No final desse jogo, em Oslo, abandonou o relvado aparentemente insatisfeito e não acompanhou os colegas nos agradecimentos aos adeptos portugueses.
Ronaldo deixou o estágio da equipa das "quinas" na sequência da conferência de imprensa de antevisão ao encontro com a Dinamarca, dada por Jesus a 30 de setembro.






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