Brutal, simplesmente brutal. Bem, na verdade nem tanto, mas percebe-se a ideia. A Red Bull pôs oficialmente termo ao contrato com Sergio Pérez, encerrando de forma abrupta a carreira do piloto mexicano na Fórmula 1. Pelo menos por agora.
Ainda não há confirmação sobre quem ocupará o seu lugar. É, contudo, amplamente esperado que Liam Lawson seja promovido da equipa júnior RB, levando a melhor sobre o mais experiente Yuki Tsunoda. Veremos.
Red Bull e Sergio Pérez anunciam a separação
Num comunicado conjunto, a Red Bull e Pérez declararam: “Após quatro temporadas incríveis juntos, a Oracle Red Bull Racing e Sergio Pérez chegaram a acordo para seguirem caminhos separados.
“Durante este período, Checo desempenhou um papel crucial na conquista de várias vitórias em grandes prémios, inúmeros pódios e dois campeonatos mundiais de construtores, contribuindo de forma significativa para a era de maior sucesso da equipa na Fórmula 1.”
O próprio Pérez afirmou: “Estou imensamente grato pelos últimos quatro anos na Red Bull Racing e pela oportunidade de correr por uma equipa tão fantástica. Pilotar pela Red Bull foi uma experiência inesquecível e guardarei sempre com carinho o sucesso que alcançámos juntos. Batemos recordes, atingimos feitos notáveis e tive o privilégio de conhecer tantas pessoas incríveis pelo caminho.
“Um grande obrigado a todas as pessoas da equipa, desde a direção, engenheiros e mecânicos até aos responsáveis pelo serviço de refeições, hospitalidade, cozinha, marketing e comunicação, assim como a todos em Milton Keynes. Desejo-vos o melhor para o futuro.
“Foi também uma honra competir ao lado do Max como seu colega de equipa durante todos estes anos e partilhar o nosso sucesso.
“Um agradecimento especial aos fãs de todo o mundo e, em particular, aos fãs mexicanos pelo vosso apoio inabalável todos os dias. Voltaremos a encontrar-nos em breve.” Que comecem desde já os rumores sobre uma ida de Pérez para a Cadillac em 2026!
O percurso de Sergio Pérez na Fórmula 1
Esta notícia, de certa forma esperada mas ainda assim sombria para Checo, põe fim a uma passagem ininterrupta de 14 anos pela Fórmula 1, iniciada na Sauber em 2011.
Pérez recuperou depois de uma passagem dececionante de um ano pela McLaren, em 2013. Na Force India, ganhou reputação como um piloto seguro e competente em todos os aspetos, ao mesmo tempo que somava uma série de pódios improváveis com um carro normalmente pouco competitivo.
Foi também a ação judicial de Pérez que desencadeou a venda da equipa em 2018, garantindo o seu futuro e salvando, ao mesmo tempo, centenas de postos de trabalho. Não convém esquecê-lo. A equipa acabou por ser rebatizada de Racing Point e, mais tarde, transformou-se na Aston Martin.
No final da temporada de 2020, Pérez estava à beira de sair da Fórmula 1. Porém, na penúltima ronda, o Grande Prémio de Sakhir, recuperou de forma incrível do último lugar e viu a bandeira de xadrez em primeiro pela primeira vez na carreira. Essa vitória levou a que lhe fosse oferecido um lugar na Red Bull para a campanha de 2021, com a equipa a despromover Alex Albon.
O desempenho de Pérez na Red Bull
É justo dizer que, nos quatro anos em que foram colegas de equipa, Pérez foi largamente superado por Max Verstappen. Nesse período, Verstappen conquistou quatro títulos mundiais e 53 vitórias, contra as… cinco de Checo. Ai.
A Red Bull teria ficado bastante satisfeita se Pérez terminasse regularmente em segundo ou terceiro, perto de Verstappen. Nas duas últimas temporadas, porém, a sua forma caiu a pique. Depois do Grande Prémio de Miami, em maio, o seu melhor resultado no resto de 2024 foi um sexto lugar. Além disso, foi frequentemente eliminado na primeira parte da qualificação, à medida que as suas dificuldades com o carro da Red Bull se agravavam.
A Red Bull até renovou o contrato de Pérez no início deste ano, na esperança de que a tranquilidade o ajudasse a concentrar-se na condução. Mas, ao que parece, não havia solução para as suas exibições irregulares e pode defender-se que, por causa disso, a Red Bull perdeu para a McLaren o campeonato de construtores de Fórmula 1.
Assim, os sinais eram evidentes. Ainda assim, isso em nada diminui uma carreira que, de resto, foi proveitosa e repleta de momentos altos e memórias épicas. Tudo de bom, Checo, e boa sorte.






Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário